sexta-feira, 17 de junho de 2011

Seria tanto, se não fosse este nada. Mas é um nada sólido, pesado, cheio de pontas. Arranha e tira sangue da alma que é pura carne viva, e grita. Grita sem voz, porque é assim que fico nas horas de pânico, afônica. Gritando para dentro do oco deste corpo minhas impossibilidades. E é tanto esse nada que ganha também corpo. Um corpo contra o qual o meu colide, explodindo em partículas mudas...

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