quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

De repente o início da semana é só mais um dia, mais um início, outro final. Ainda banal, a sucessão de instantes ganha importância, se agiganta e, súbito, concretiza o sentido do dia. É, estou acordada e é segunda-feira...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Nada aqui, nada aí também. Vago em uma vaga de vazios, nem sei mais o que antes ainda assim falei...

domingo, 13 de setembro de 2009

Recuso-me aos gatos de estimação. Um cachorro me seria simpático, mas é amor demais. Sendo como é, o coqueiro no meio da sala tem algumas folhas amarelas, mas necessita de pouca água...

sábado, 12 de setembro de 2009

Em mim, o sentimento do mundo reflete em um oco no peito, uma vontade fraca. Por hoje, não usarei o transporte público, quero-me particular. Vou ao meu destino alheio, andando por calçadas esburacadas que me obriguem a fitá-las...

sábado, 5 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Hoje está cheio de ausências presentes, inclusive a minha própria. Perdi-me em algum canto desta casa e custo um pouco a me encontrar. Espero até a hora da mesa posta já ter me achado em algum empoeirado lugar...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Balanço meus pés nas bordas de um abismo. Sinto-me leve ao carregar este peso, mas ainda desejo ver o fundo em suas cores... Faz frio, recolho-me e encolho-me em minhas sandices para encarar o que sei, o que ainda virá... espero, sei esperar...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A meteorologia não prevê a teimosia do sol sobre esta cidade, resultado: estou qual cebola retirando camadas que se espalham pelos cômodos da casa... Pela malemolência de meus pensamentos hoje acho que vou pegar um resfriado...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Você acredita que a vida pode ser melhor quando olha pela janela e se depara com uma quantidade expressiva - está bem, vá lá, uns quatro - guarda-chuvas cor de rosa ... ainda bem que tenho janelas!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Minha vida anda virando um enorme clichê... e cada um tem os clichês que escolhe, não é mesmo?...

sábado, 4 de julho de 2009

Ando enrolada no meu cordão umbilical. Os pensamentos dominam minha vontade fraca e adoeço em meio a confusão instaurada. Dando voltas em torno de mim mesma confundo-me me distinguindo da bagunça rápida de todo o tempo disponível. Estou imergindo em idéias alheias-minhas. Aviso, a quem interessar possa, não sei nadar...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Frio, uma chuvinha fina e uma vontade por aconchego... A necessidade por uma conversa aberta, abaixar armas e armaduras. Talvez um abraço...Cumplicidade...Hoje necessito meus amigos por perto...

sábado, 23 de maio de 2009

Definitivamente, não entendo esta cidade e quase posso perceber o seu desamor por mim - sou só mais uma a meter-lhe os pés na cara - mas a luminosidade desta época quase me ilude, e são tantos a aproveitá-la nesta manhã - eu os vi - que, por breves horas, tive vontade de chamá-la: minha.

domingo, 17 de maio de 2009

Protegida por minha carapaça continuo "ostrando" em meu mundo... e estou muito bem, thanks!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Como às vezes caminho tonta por estas ruas! Tão bêbada pelos meus pensamentos, sequer dou conta dos que vêm em minha direção. Mentira. Essa foi minha primeira reação mas, na verdade, ando tão envolvida comigo mesma, que desejaria o sumiço de todos os outros das ruas. Meu egoísmo me assusta...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Um chinelo de mulher, creio de número 37, completamente rosa, um pé esquerdo para ser mais precisa, aconteceu na minha distração no meio dos trilhos eletrificados do metrô. O que terá acontecido com a cinderela suburbana do século XXI? Será que foi trabalhar com um só pé de chinelo? Ou voltava para casa? Será que tinha dinheiro para comprar um novo par, a fim de prosseguir seu percurso com os dois pés devidamente protegidos, ou embarcou em sua abóbora-carruagem-subterrânea pulando em um só pé? Será que em meio à vergonha de ficar sem o chinelo, à raiva ou ao susto ela pensou, por algum momento, em príncipes encantados, fadas boas, madrastas, etc? Por que pensaria? E eu, por que pensei, imediatamente? Ser cinderela é tão cansativo. Pegar-se pensando em ser princesa por um inevitável pé de chinelo esquerdo rosa! Como cheguei a isto?!

sábado, 2 de maio de 2009

Somente eu, persona de mim mesma, terei acesso ao mais ocluso no aparente de meu mundo. Farei sentido para ninguém, responderei a ninguém, falando com minha própria falta de senso e vontade pelo todo. Assim, falo por mim, respondendo baixo aos demais, ao talento alheio, às expectativas, sucessos e compreensões. Assumirei aqui o personagem de meu desespero surdo aos clichês - eterno clichê de minhas leituras - serei medíocre, serei original, serei, porque ainda não me furto a isto. Deitarei minha persona neste berço, onde o esplêndido me veio e já me foi, ouvirei minhas sandices demoníacas, porque simplesmente não acredito, e seguirei sendo pura normalidade. Trabalharei quando o gosto me vier ou quando me for inevitável a brutalidade da oclusão. Me esconderei do mundo nesta absurda exposição...