Somente eu, persona de mim mesma, terei acesso ao mais ocluso no aparente de meu mundo. Farei sentido para ninguém, responderei a ninguém, falando com minha própria falta de senso e vontade pelo todo. Assim, falo por mim, respondendo baixo aos demais, ao talento alheio, às expectativas, sucessos e compreensões. Assumirei aqui o personagem de meu desespero surdo aos clichês - eterno clichê de minhas leituras - serei medíocre, serei original, serei, porque ainda não me furto a isto. Deitarei minha persona neste berço, onde o esplêndido me veio e já me foi, ouvirei minhas sandices demoníacas, porque simplesmente não acredito, e seguirei sendo pura normalidade. Trabalharei quando o gosto me vier ou quando me for inevitável a brutalidade da oclusão. Me esconderei do mundo nesta absurda exposição...
Nenhum comentário:
Postar um comentário